// 6 Fevereiro 2007
Quando os primeiros sistemas de informação chegaram às Empresas nas décadas passadas, as preocupações giravam em torno de automação de processos repetitivos e isolados. Mas as coisas mudaram assim como a época mudou.
O mercado de software reagiu a esta mudança, produzindo complexos sistemas corporativos com o objetivo de auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio, incluindo o desenvolvimento de produtos, compra de itens, manutenção de estoques, interação com os fornecedores, serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção.
Os Enterprise Resource Plannings ou ERPs são softwares multi-modulares projetados para serem independentes de plataforma, com interface GUI e arquitetura cliente/servidor que utiliza ou está integrado a uma base de dados relacional.
A branda utilização dos ERPs evidenciou um novo problema.Devido à própria natureza desse tipo de sistema, informações necessárias ficam restritas ao contexto do mesmo, indisponíveis a outros Sistemas.
Tal restrição tem como reflexo uma demanda feita por usuários e dirigentes de grandes corporações por uma ponte que possa unir os diversos sistemas espalhados pelos departamentos das empresas, ou seja, eles estão demandando a unificação das aplicações.
Em paralelo a esta nova demanda, o crescimento da Internet e as múltiplas soluções de TI existentes criaram uma nova necessidade, a criação de uma ponte entre os sistemas da Empresa e os novos recursos disponibilizados pela Internet.
Percebemos com isso que a integração de sistemas e dados é uma necessidade crescente.

EAI ou Enterprise Application Integration é o termo formal que contempla a integração de aplicações corporativas e um conjunto de ferramentas e tecnologias.
A integração de aplicações permite o compartilhamento de informações dentro da mesma organização ou com parceiros. Isto gera vantagem competitiva. A maior parte das organizações utiliza vários tipos e versões de sistemas desenvolvidos ao longo dos anos. Mainframes, servidores Unix, servidores NT e outros constituem a base tecnológica para a maioria das corporações. Estes sistemas possuem valor nas empresas, mas o seu valor agregado pode significar pouco se estes não puderem trocar dados com outros sistemas.
Como a dependência das corporações em relação à tecnologia tem crescido e se tornado mais complexa, a necessidade por um método de integração de aplicações em um único arsenal de processos de negócios tem sido a prioridade.
Fica claro, portanto, que uma Plataforma de Integração e um Modelo de Integração Definido é uma opção estratégica para qualquer Empresa que queira tirar o máximo proveito de seus investimentos em TI.
Ela procura combater visões monolíticas que vão contra a natureza distribuída, colaborativa e dinâmica das Empresas e impõe uma metodologia de colaboração de sistemas que mantém a agilidade e a capacidade de adaptação dos mesmos, atendendo as necessidades das Empresas no curto, médio e longo prazo.
É importante reconhecer que o EAI é um acrônimo novo que sintetiza e permite a implementação de um plano estratégico de integração de aplicações que é crítico para as empresas atualmente. As corporações que não integrarem suas aplicações não se tornarão empresas competitivas.
Angelo Braga